Este é o local onde tudo se escreve e nada se diz.

junho 28, 2004

Thoughts!

• Hospital is a place where they wake you up to give you a sleeping pill.

• No one ever says, "It's only a game" when their team is winning.

• When you do a good deed, get a receipt, in case Heaven is like the IRS.

• Stress is when you wake up screaming and you realize you haven't fallen
asleep yet.

• If knowledge is power, and power corrupts, and corruption is crime,
and crime doesnt pay... Does knowledge, in the end, leave you broke?

• Why is it called tourist season if we can't shoot at them?

• There's no place like home.com.

• I believe in dragons, good men, and other fantasy creatures.

• Why are they called apartments when they are all stuck together?

• The computer revolution is over. They won.

By Pikaki

junho 22, 2004

Vamos decantar as Janeiras

O apuramento dos cânticos populares tem que acontecer.

Prendermo-nos às tradições por carolice já não faz sentido.
Temos que ter em conta as modas, os novos conceitos de musicalidade, e todo o comodismo que tanto caracteriza as pessoas da nossa sociedade.

Neguem tendências, à partida, criadas com o objectivo de implementar uma caravana de seguidores amblíopes atrás do engodo, ora cenoura, ora banana... tanto faz... é para ali. Não façam parte da manada.

O negócio do estímulo dissimulado que bombardeia as mentes do gado está a florescer de dia para dia, a eterna guerra fria do consumismo.
Não se deixem influenciar pelas promoções, pelas ofertas, pensem pelas vossas cabeças, não percam essa característica que tanto nos diferencia dos animais irracionais.

Já pensaram que em nome da tradição já pereceram imensas pessoas?
Então e se agora fizesse parte da nossa cultura sacrificar umas quantas pessoas em praça pública em nome da tradição? Que tal?

Algumas tradições foram actualizadas, sendo a crueldade, a única variável intocável. Será que motivada pela nossa curiosidade mórbida?

Veja-se por exemplo a tourada. Reflectindo sobre o assunto, chegamos à conclusão que é simplesmente uma actualização das arenas romanas. A variável crueldade mantém-se. Há... esqueci-me. Pois... neste caso quem morre são os animais irracionais. Bem... pela forma como o pensamento humano está a evoluir... SEUS ANIMAIS.

A perda de algumas tradições deve-se à ausência "update", se calhar pela falta da capacidade do Homem, se calhar pela falta do tal estímulo dissimulado que arrasta manadas de gente.

Veja-se o futebol. Para além de estar constantemente a ser actualizado (cada vez mais violento), e de arrastar manadas de gente (desporto de massas), também nos surpreende em relação às tendências. Veja-se o jogo de Portugal-Espanha.

Apliquem este princípio ao teatro de revista, às janeiras, às procissões, às caminhadas a Fátima...

In "amostras de champô"
Escrito a lacre sobre tela

felizes por estarmos contentes

A tal auto-estima portuguesa subiu da lama aos píncaros e tudo sem se levantar do chão.

A Selecção é a heroína. A euforia, e o desejo que todos os portugueses tinham na vitória, foi enchendo Portugal de bandeiras nacionais mostrando-nos que afinal a histeria patriótica existe.

Podemos também depreender, embora sendo o futebol um jogo pejado de elementos estruturais e psicológicos, que a vitória não é influenciada pelo Estado da Nação (ou levianamente teriamos que admitir que existe um psiquismo colectivo na sociedade portuguesa que tem um fundo de depressão).

Dizia-se que Portugal era o país dos 3 F - Fado, Futebol e Fátima. Hoje de Fado temos as despesas fixas mensais, de Fátima a moda das velas, mas já de Futebol não nos podemos queixar e concerteza não será pela ausência dos dois primeiros que perdemos esse estatuto.

Ganhamos uma peladinha e magia!!!!... tudo está de proveito e é bonito de ver o festejar do bem estar geral.

Será demais pedir a taça?...

Em despedida proponho que se adoptem mais efes... tipo o F de Figo, o F de Frize e o F de... esse mesmo!

in "O esférico comum é de todos e algum dom doce"
obra: "honrar o invisível"
by bocejo

junho 15, 2004

NAO À DIETA MENTAL!

ALIMENTE AS SUAS IDEIAS.

In (completo)
Escrito à laia de desprezo

junho 14, 2004

Obesidade mental

Um amigo enviou-me um texto interessantissimo, da autoria de João Cesar das Neves, publicado no Diário de Notícias de 22 de Março de 2004. Já foi citado algumas vezes desde então, nomeadamente em artigos de opinião, divulgado em blogs e tem circulado pela Net em inúmeros mails. Apesar do texto ser um tudo nada longo para um Post, não resisto a publicá-lo na íntegra.

Vale a pena ler e reflectir.


Foi em 2001 que o prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro Mental Obesity, que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral. Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna. «Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»

Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. Os cozinheiros desta magna fast food intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»

O problema central está na família e na escola. «Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate. Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma "alimentação intelectual" tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»

Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado Os abutres, afirma: «O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular». O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante. «Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais» Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura. «O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy. Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve. Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê. Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto.»

As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras. «Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia. Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata de uma decadência, uma "idade das trevas" ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta mental.»

by bocejo

junho 09, 2004

U.V. - upgrade visceral

Fígado, s. m. (do lat. ficatu-). A mais volumosa das vísceras, situada na parte superior direita do abdomen, sob o diafragma, acima do estômago e dos intestinos. || Fig. Índole, carácter; têmpera. || Coragem, valor.

Todo o ser humano aos trinta anos deveria fazer um upgrade do seu fígado, visto ser uma víscera de grande desgaste.

Porque um fígado desvaloriza tanto como um carro que acaba de sair do stand

Porque não, ter um FígadoI e um FígadoII??? … ontem estiquei-me, hoje trabalho no FII enquanto faço o pousio do FI.

Ou mesmo um simples upgrade, fazia com que toda a nossa vida fosse muito mais feliz. Ao fazermos um upgrade, não só vinham uns clusters novos da nossa víscera, como também uns utilitários de uma nova índole … ontem esfaquiei um recém-nascido para lhe tirar o fígado.

JUNHO - Mês do Fígado

junho 07, 2004

O ritual no hábito

Eu odiava ir a casamentos, porque havia sempre aquele momento no final, em que todas as avós e tias velhas vinham ter comigo, davam-me uma coteveladazita e diziam com um ar todo derretido:

"A seguir és tu!"

Mas pararam de fazer essa merda ... quando eu passei a fazer-lhes a mesma coisa nos funerais.

Caaaaaaaa... Caaaaaaaaa... Caa.. Carghhhh... split. u!

apneia mental

"A nossa espécie sofre de hipertrofia das funções intelectuais e perdeu por completo qualquer harmonia com as forças naturais" Ernst Jonger

Para fundamentar esta teoria vamos regredir uns "anitos" até ao homem de Neanderthal, a obra-prima abortada da nossa espécie.

Era habitual estes indivíduos terem caixas cranianas de 1600 centímetros cúbicos (a média do homem moderno situa-se entre os 1330 e os 1350 centímetros cúbicos).

Nos primórdios da nossa "procissão" evolutiva, a inteligência motivou a salvação da espécie e a sua continuidade através da reprodução. Os dotes físicos eram modestos por comparação aos inimigos e potenciais adversários para lhe garantirem a sobrevivência.

Mas, se o nosso futuro se deve ao volume da matéria cinzenta, como é possível que a evolução tenha eliminado o Neanderthal, o exemplar humano que mais desenvolvera os dotes correspondentes?

A nossa espécie adoptou a inteligência para lhe garantir um futuro, mas o corpo humano não conseguiu suportar o crescimento do cérebro do Neanderthal.

Segundo Desmond Collins, professor de pré-hstória da Universidade de Londres, a razão para a extinção foi o problema do parto, ou seja, todas as crianças têm de passar com o seu corpo pela abertura pélvica da mãe, e a cabeça, ao forçar a passagem sofre uma leve deformação - consequência pela estrutura pouco compacta dos ossos do crânio do recém-nascido. Isto motivou uma taxa de mortalidade infantil na ordem dos 90 por cento.

Assim, a inteligência é literalmente "esmagada" pela ocasião do nascimento.

Esta tragédia ocorrida há cerca de 30 a 50 mil anos deixou-nos uma herança: o medo da inteligência, a aversão ao génio enquanto factor susceptível de extinção.

O Homem adoptara a inteligência para lhe garantir um futuro; mas quando começou a tornar-se contraproducente, abandonou-a. A continuidade da espécie estava agora assegurada, sendo o critério da qualidade canibalizado pelo da quantidade.

Logo: "A população aumenta, mas o nível de inteligência permanece constante" lei de Murphy, ou por outras palavras,

- ANTES ESTÚPIDOS QUE MORTOS.

Portanto, se a nossa espécie tende para a estupidez, o critério acerca do imbecil deve ser revisto. Ele não é um atrasado mas sim um precursor, isto porque, não compreende nada e está adaptado para o futuro.

O génio que compreende tudo ainda não se deu conta que a sua ferramenta antiquada (a inteligência), é hoje obsoleta, e perigosa.

- A EVOLUÇÃO PREFERE UM CRETINO VIVO A UM GÉNIO MORTO.

(Isto nada tem a ver com norte-americanos tá? caaaaaa.... caaaaaaa... caaa... c.. c... cof... cof... coffee.)

By Nean de rthal sul
In "Best of calota pular"
Escrito a ráfia

junho 04, 2004

O TÂNTRICO NA ALUCINAÇÃO

O espasmo de uma visão dúbia refracta fractais multicoloridos entre ruídos.

A soma alucinogénica das parcelas elementares dos sentidos contesta a sobriedade mística da substância.

O cocktail de odores celsius contempla o leque (a)variado de sensações tântricas.

A sensação estigmatiza a inclusão do paralelipipedo cilindríco vaporizando o momento.

By Join(t) us
In "Conecting lipsticks"
Gravado em vinil

junho 03, 2004

ESPIRROS ANAIS

A obstipação anal consagra o ritual verborreico da vontade. O ricochete da expulsão salpica as mentalidades focalizadas no puritanismo.

Deveras arrojado, o refego empolado em "evasé" congestiona a fossa nasal de essências concentradas aromatizadas pela interiorização do prazer.

A necessidade elementar da expulsão cadenciada pela lufada, alterna aleatoriamente com a monotonia da postura.

By es tu fado?
In "lobotomias anais"
Esculpido em madeira

junho 02, 2004

Mentes suburbanas

Da mesma forma que a formação não implica educação, viver numa cidade não implica ter mentalidade urbana.

O status adquirido por alguns indivíduos, proporcionou-lhes níveis comportamentais abaixo da média.

Será o status inversamente proporcional ao nível comportamental?

Este pensamento vem na continuidade de algumas situações testemunhadas por "moi même".

Desde os mais variados objectos arremessados pela janelas, até ao desrespeito pelas regras mais básicas de trânsito, tenho vindo a constatar que quanto maior a ostentação material, maior a falta de civismo.

A orientação da conduta de um indivíduo, interfere directamente na coexistência social.

Agora imaginem uns milhões... A união faz a força!

E se direccionássemos toda esta falta de civismo para um objectivo comum e fizéssemos algo de útil com este instinto selvagem que tanto nos caracteriza?

By Ludgero de Quintal
in (estórias d'arremesso)
escrito à lambidela

zen anfibológico

É a incoerência que povoa os sentidos que obriga a ceder às mais variadas tentações e desistências.

"(in)precisões do ser amiudado"
abrir por aqui
by bocejo

Relações a parte...

Meus caros, hoje apetece-me falar de uma coisa que aflige tanta gente e assumido por ninguém:

A desculpabilização pelo acomodamento relacional afecta ao rebento ou a outra coisa qualquer.

As pessoas, tentam cada vez mais, e contrariando aquilo que tanto apregoam e dizem praticar (a fidelidade), operacionalizar todas as suas fantasias sexuais em modo extra-matrimonial.

Quando as coisas correm mal, ou seja, nas situações em que o sedutor é seduzido depara-se com um problema.

Pois é... é nesta parte que se diferenciam os homens dos ratos.

Os homens eventualmente reagiriam da seguinte forma:
Minha querida, estou tão apaixonado por ti que vou deixar a minha mulher e filhos para viver contigo.

Os ratos diriam algo do gênero:
Minha querida, estou tão apaixonado por ti mas não posso deixá-la porque ainda há pouco tempo nasceu o nosso filho e sinto-me na obrigação de dar apoio à minha mulher o resto da vida.
Queres ser a minha amante?

Bem... Isto daria "panos para mangas" como é óbvio. Mas eu só quero deixar esta mensagem...

Partam do principio que o Homem é um animal com uma capacidade de adaptação sem precedentes.

By Puericultor
In "Decantar o sémen"
Escrito a tinta de areia

junho 01, 2004

a eficácia difusa do pensamento único

A ideia é assim... é essa mesma!

Mainstream...

A prioridade é o parecer social:
- o parecer ocupado;
- o parecer feliz;
- o parecer saudável;
- o parecer bem na vida;
- o parecer mais novo;
- o parecer inteligente...

... e outros ditames que encobrem os aforismos:
- do ser precursor da lei da parcimónia;
- d(a)culturação em kits gratuitos de revistas cor-de-rosa;
- do conhecimento condensado em manuais de bolso “como dizer coisas, acerca de tudo sem saber sobre nada, em 4 passos”.

Depois de apanhado o sentido das coisas agir em coerência, e como bem formados que somos:
- não fazer nada;
- olhar para o lado;
- estar pasmado;
- ficar a ver “o deixa arder” dos outros.

O auge:
- não fazer nada, olhar para o lado, e estar pasmado a ver “o deixa arder” dos outros.

Concordante com o estado de estar bem, a vidinha daltónica do que é hábito enrouquece o pensamento e ilude as coerências... ambíguas como tudo o que é visto na primeira pessoa.

O descanso da pseudo-certeza do “melhores dias virão”, entretém a espera pelo milagre do “venha a nós”... e às voltas do umbigo, onde tudo é importante, continua-se a anos luz do essencial comum.

As coisas têm a importância que se lhes dá, é frequente tomarem a do indiferente partilhado... e uma vez banalizadas as vontades, faz-nos até sentido gritar o “burn one down” em duo com um puto de 8 anos...

Agora todos:

MAINSTREAM!!!...

in “(subtil)mente, iluminações e sapiência: já é amanhã?!?!?!?”
tradução livre do autor
luzes: all around
papel: seda reciclado em cascos de carvalho

by bocejo(men)tal

 

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